Publicado por: Eveline em: Agosto 21, 2007
Éramos em muitos, mas ainda assim parecíamos a minoria. Chamavam-nos de calouros, pintavam nossos rostos, como forma de identificação, imagino eu. Muitos de nós estávamos assustados, alguns bravos, outros pareciam até estar gostando daquilo tudo, e teve também aqueles que conseguiram fugir. Chegou a hora da apresentação, e notamos que um de nós tinha uma aparência séria, fechada, e não deu outra:
- “Meu nome é Cristaldo”
-” Como?”
- ”Cristaldo! Por quê? Algum problema?”
No início parecia tudo uma brincadeira, onde fazíamos parte de uma grande família. Com o tempo alguns foram embora, e a grande família se tornou em vários pequenos grupos.
-”Então pessoal, agora vamos mostrar pra vocês a confecção dos cartazes de supermercados… “
Algumas coisas não faziam tanto sentido com toda aquela expectativa que tínhamos, e ás vezes até renunciávamos por isso:
- “Xiiiiiiito!”
-”Nós queremos trocar de professor!”
- ”Olha pessoal, a gente pode conversar, ver onde está o problema e tentar melhorar… “
-”Ai Eleci, a gente não pode se mexer, não pode virar pro lado, não pode ir ao banheiro que você já está fazendo “xiiiito”
Felizmente toda conversa resolvia nossos problemas e quando não conseguíamos sempre recorríamos a um cara engraçado chamado Dirceu.
-”Eaí Dirceu, veio de moto hoje? “
-”Não, por quê?”
-” É que está escondendo o capacete aí embaixo da camisa! “
-”Ah, não não, isso aqui é porque minha mulher gosta de brincar de gangorra… “
E durante a aula…
-”Pessoal, digam o que é um substantivo?”
-”Substantivo é tudo aquilo que dá nome a alguma coisa! “
-”Ah professor então minha mãe é um substantivo porque ela que me deu o nome! hahahahahahaha “
E sempre rolava aquelas piadinhas infames que nos faziam rir muito… ou como alguns diziam: um tal de “humor barato”. Um certo dia algo nos deixou com medo… só poderia ter vindo de ninguém mais ninguém menos que a Medronha, mas nesse caso não foi ela que ficou assim… Chegou nos pedindo o que era um tal de paper. Os que sabiam um pouco de inglês disseram todo contente: Ah..,é papel! Na realidade não era bem isso, mas depois do 3º semestre fazendo paper, alguns já estavam “craques” no assunto. Aos que não se davam muito bem com leitura, redação e se sentiam na mais completa escuridão, tiveram uma solução quando chegou um ser iluminado, ao menos foi assim que ele se nomeou. Realmente, tínhamos que admitir que o cara era bom, e tinha uma capacidade incrível de falar um pouco sobre todos os demais assuntos ao redor do assunto principal. Após um tempo descobrimos qual era a tática dele:
-”Ah porque se eu não sei sobre alguma coisa, eu faço com que as pessoas pensem que eu saiba… “
E não é que funcionava? Não que ele não soubesse das coisas, sabia, e muito, mas algumas delas garanto que eram feitas assim hehehe Descobrimos também o porquê do “ser iluminado”. É uma lógica: Os raios solares em contato com uma superfície plana tendem a brilhar com maior intensidade, sendo que os mesmos encontravam uma calvície na cabeça de nosso professor, era lógico que aquele ser seria muito, mas muito iluminado! O semestre passou, vieram professores novos, e em um dia especial da semana o pessoal da outra sala sempre batia na parede. No início não entendíamos o porquê, depois pedimos pra que a professora tentasse diminuir o tom de voz, e as batidas na parede de repente pararam. Certo dia chegamos na sala, e a primeira impressão que tivemos é que teríamos aula de História, sobre os tempos primórdios ou algo do gênero, pois tinha um senhor vestido a caráter aguardando por nós. Ele era grande, tinha uma barba enorme e os cabelos compridos sem pentear. Ele realmente parecia estar perdido na nossa época:
-”Nós que estamos em pleno século… um século legal, um século bonito! … porque os bárbaros…. eles eram bárbaros!!!”
Ele parecia não estar acostumado com as conseqüências do efeito estufa, pois parecia sentir muito mais calor que nós e sempre passava as mãos no rosto para enxugar o suor. Descobrimos que por trás de todo aquele corpo, estava alguém que nos daria oficina de cinema e planejamento de campanha. Nossas aulas eram cheias de “personagens”, tinha até uma sósia do Bush querendo nos dar aula de Administração Publicitária. Famosos ou não, sei que quando chegou o Trabalho de Conclusão de Curso e o Projeto Experimental, todos eles viraram super heróis pra nós. E nós? Nós somos os sobreviventes de 4 árduos anos de estudo. Somos discípulos desses heróis. Somos pessoas com perspectivas do crescimento deste mercado e esperançosos com a regulamentação do mesmo.
Eveline Borges.
tá muito legal teu texto, continua assim que vai longe. um super parabéns!!!! bjs, ja
Agosto 21, 2007 às 11:00 pm
Aaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhh
serah q vai aparecer aki???
auahuahuhahu
q blog chato!
=]